| Mulheres invadem os canteiros de obra! |
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| Escrito por Informatino Cofix nº 13 | |||||||||||||||||||||
| 13-Out-2008 | |||||||||||||||||||||
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Mais 50 mulheres formadas para trabalhar na Construção Civil
No dia 1º de setembro, no mesmo momento em que as formandas da segunda turma recebiam o canudo entregue por representantes de todos os parceiros, outras 50 mulheres, selecionadas para formar, a terceira turma dava o pontapé na qualificação que pode mudar o rumo de suas vidas. Coube à Ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM) fazer a palestra da aula inaugural. Como madrinha dessa turma, a ministra valorizou o esforço das alunas e assumiu o compromisso de viabilizar a formação da cooperativa. Com a garra já demonstrada durante quatro meses de aula, as 50 mulheres formadas pela segundaturma do Projeto Mão na Massa mostram que estão mesmo dispostas a ocupar seu lugar no mercado de trabalho. Com vontade, elas subiram no palco do auditório do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM), na zona central do Rio de Janeiro, para receber o diploma de formatura.
Mesmo antes dessa formatura 15% delas já estão empregadas e 10% realizam serviços autônomos. São pedreiras, pintoras e carpinteiras de fôrmas que se juntam às 50 formadas pela primeira turma, em maio, metade delas colocadas em empregos formais.
As novas alunas vão passar pela qualificação social e profissional, com aulas teóricas e período de etapa prática, e terão a oportunidade de trabalhar como pedreiras e carpinteiras de fôrma realizando reformas e ampliações de espaços em entidades sociais. Em quatro meses estarão aptas a ingressar no mercado de trabalho. O exemplo de que podem chegar lá, e conseguir uma colocação, vem de alunas que subiram ao palco e deram seu testemunho sobre a importância do projeto e como se agarraram à oportunidade. Entre elas, estão Rosangela de Freitas Ferreira, de 37 e Flavia Paula dos Santos, de 31 anos, carpinteiras de fôrmas formadas pelo Mão na Massa e já empregadas pela empresa Cofix. Ou vem de Marta Alves do Nascimento, 41 anos, que desde o início optou pela prestação de serviços autônomo. Marta, aliás não consegue dar conta da demanda. E certamente vai esperar a formação da cooperativa, prometida pela ministra, para ampliar sua proposta de trabalho junto às novas aprendizes. Pioneiro em todo o país, o Projeto Mão na Massa – Mulheres na Construção Civil desperta o orgulho da rede de organizadores, patrocinadores e parceiros que sustentam essa iniciativa.Junto a Federação das Instituições Beneficentes e do Abrigo Maria Imaculada, estão Petrobras e Eletrobrás, empresas da área da energia que ajudam a mover o projeto. Serviço Social da Construção Civil (SECONCI), Federação de Organizações das Cooperativas Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro (OCB/RJ) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP/RJ) são os colaboradores que reforçam os ideais de uma ação que desperta o interesse e não deve ficar apenas no Rio de Janeiro. O ensino profissional é ministrado por professores e técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que certifica as alunas. Formatura e aula inaugural da turma que inicia a qualificação Deise Gravina, engenheira civil, presidente da Federação de Instituições Beneficentes do Rio de Janeiro (FIB) e diretora do Abrigo Maria Imaculada, entidades executoras do projeto, dá início a nova turma de 50 alunas e anuncia que no próximo ano serão 400 vagas. Deise enfatiza que além do setor de construção civil estar em franca expansão e de haver déficit de mão-de-obra qualificada na área, a mulher ainda apresenta um diferencial por ser mais cuidadosa com a limpeza e a organização do espaço. "De nada adiantaria termos tudo isso se os patrocinadores não tivessem percebido que esse é um caminho de sucesso". "Executamos um projeto que trouxe resultados e cujos impactos já mostram a sua efetividade". João Fernandes, presidente da COFIX, empresa do setor da Construção Civil, de mais de 1,2 mil funcionários, que há 20 dias empregou cinco carpinteiras de formas certificadas pelo Projeto Mão na Massa, disponibiliza o uso do laboratório de forma e escoramento. " Tenho testemunho que os fatores que diferenciam as mulheres dos homens são organização, determinação e obstinação". "A construção civil é um ambiente machista. Temos barreiras todos os dias, mas que podem ser vencidas. São sementes que vão sendo plantadas". Ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), assume o compromisso de apoiar o pedido de formação de uma cooperativa feminina de trabalhadoras da construção civil, destaca o pioneirismo da ação e seu desejo em ver o projeto ampliado para todo o Estado do Rio de Janeiro. "Vocês estão dando o exemplo e gerando mais oportunidades para outras mulheres". "Vocês estão fazendo história no país, pois daqui a alguns anos vão falar das mulheres do Projeto Mão na Massa, que abriram pioneiramente o mercado da construção civil para outras mulheres". “Um projeto como esse amplia a autonomia econômica das mulheres e trabalha com a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho. Rompe com a questão dos mitos de que as mulheres podem ou não podem fazer determinados tipos de trabalho.”.."Quero que o projeto ganhe escala e que faça a diferença em termos de números".
Em relação 'a reserva de 30% das vagas das obras do PAC para as mulheres a meta está definida no II Plano Nacional de Políticas para Mulheres, lançado este ano”. Norma Sá, coordenadora administrativa do projeto faz uma retrospectiva do primeiro ano de atividade, quando 100 alunas foram formadas e mais de 50% inseridas no setor da Construção Civil. " A voz de um empresário para outro empresário é a grande diferença na hora da contratação". "Com os parceiros queremos marcar essa mudança de paradigma na construção civil"."O projeto é feito a partir da expectativa das mulheres e do mercado. Não adianta planejar políticas que não serão eficazes no final". Benedita da Silva, Secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), que esteve presente na primeira aula inaugural, recorda sua emoção naquela data e ressalta o desejo de ver todas as casas de comunidades pobres do Rio, com as paredes emboçadas e pintadas. “A mulher é capaz de realizar qualquer serviço. Mulheres na construção civil é uma realidade, mão na massa!” Cecília Teixeria Soares, Presidente do CEDIM - Conselho Estadual dos Direitos da Mulher e Superintendente dos Direitos da Mulher, da SEASDH, destaca que é pelo trabalho que a mulher tem mostrado sua força e pelo trabalho tem podido fazer a diferença na sociedade. "É com o trabalho que a gente pode crescer e conseguir ir em frente". Janice Dias, da Gerência de Responsabilidade Social da Petrobras, reafirma os compromissos da empresa na parceira com o projeto e a satisfação com os bons resultados alcançados. "Ficamos no escritório, presos, na labuta diária. Esses momentos reforçam nossa alma para continuarmos lutando. Somos mulheres, lutadoras, conquistamos, teimamos para que as coisas aconteçam". "Agradeço a todos os maridos, namorados, pais, irmãos e a todos os homens contemporâneos que abrem espaço para as mulheres. Essa condição alavancadora é a condição que a Petrobras quer dar a todas as ações do Programa Desenvolvimento e Cidadania". Tereza Cristina de Rozendo Pinto, Gerente do Departamento de Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social da Eletrobrás destaca a importância das parcerias para a concretização de projetos como este. “A sustentabilidade tem tudo a ver com as mulheres, que têm o instinto da proteção e do cuidado. E nunca vamos alcançar sustentabilidade sem parcerias. Este projeto é prova disso”. Zezé Mota, atriz, cantora e Superintendente de Igualdade Racial, da SEASDH e madrinha da primeira turma, se emociona e contagia alunas e convidados. "Quero agradecer a todos pelo privilégio de participar desse projeto. Sou testemunha do quanto essa idéia dá certo".Ao final canta Maria Maria, de Milton Nascimento e Fernando Brant, acompanhada de Cíntia Rodrigues, assessora da Ministra. Jacqueline da Cruz, responsável pela coordenação pedagógica do Mão na Massa, destaca a importância do trabalho em equipe e faz questão de apresentar os profissionais envolvidos com o processo de qualificação das alunas. “Estou no projeto desde o início e pude testemunhar a mudança na vida de muitas mulheres, a superação das dificuldades e o ganho em auto-estima e conhecimento”. As alunas da segunda turma As 50 formandas começam nova etapa em suas vidas e deixam como marca obras realizadas em quatro entidades de assistência social do município do Rio de Janeiro. Realizadas sob supervisão de Deise Gravina, engenheira civil, e orientação diária das técnicas de edificações, Laura Benina Moraes de segurança do trabalho Mariana de Carvalho Rangel e dos mestres de obra, José Carlos Ribeiro da Silva e Luiz Alberto dos Santos,as reformas foram feitas em salas de aula, informática e dança; auditório, consultório, refeitório, pátio, área externa e fachada, melhorando a condição de vida de cerca de 600 crianças e adolescentes, atendidas em quatro entidade: Abrigo Maria Imaculada (Rocha), Cruzada Paulo de Tarso (Brás de Pina), Centro Educacional Anne Sullivan (Tijuca) e Creche Comunitária, da Sociedade Independente de Cultura e Aprendizagem de Manguinhos.
Parceiros e colaboradores que prestigiaram a formatura ELETROBRÁS – Janete Ferreira Lima, Gestora do Projeto Mão na Massa, Alexandre Benjamin, Gerente de Projetos Sociais, Renata Petrocelli, Emanuel Mendes, Jorge Coelho e Luiza Murad
Aula inaugural da segunda turma A aula inaugural da segunda turma do Projeto, formada por mais 60 mulheres, também foi pauta do dia 05 de maio. Desta vez a turma a ser formada será de pintoras, pedreiras e carpinteiras de formas. A cerimônia foi no Senai Tijuca, com a presença do Vice-governador e Secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, e de ilustres convidados: Flavio Santiago, Assessor do Ministério do Trabalho e Emprego, Tereza Cristina de Rozendo Pinto, Chefe do Departamento de Responsabilidade Social da ELETROBRÁS, Evalda Maciel, do Departamento de Responsabilidade Social da PETROBRAS, Sergio Paiva, Superintendente do SECONCI e diretor do SINDUSCON no Rio de Janeiro, Bernardo Schlaepser, Gerente Executivo do Centro de Referência da Construção Civil, no SENAI, a atriz e cantora Zezé Motta, Madrinha da 1ª Turma e a jornalista Leila Souza Lima, madrinha da 2ª Turma. E ainda a presença dos familiares das alunas, Equipe de Professores do Abrigo Maria Imaculada, da FIB e também do SENAI. Todos foram recepcionados por Deise Gravina, que é Presidente da FIB - Federação de Instituições Beneficentes e responde pela Coordenação Geral do Projeto; por Norma Sá, Coordenadora Administrativa do Mão na Massa e quem conduziu a pauta do evento; e por Jacqueline da Cruz, que organiza e acompanha o aprendizado das alunas, como Coordenadora Pedagógica. O vice-governador disse que o Rio irá precisar de muitos profissionais no futuro, porque serão investidos cerca de R$ 100 bilhões nos próximos anos. Para ele, o mercado vai absorver todo pessoal qualificado na construção de novas empresas e conjuntos habitacionais que surgirão em todo o Estado. E se depender da Equipe do Projeto Mão na Massa, parte desta mão de obra será formada por mulheres!
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