| Palavra do Presidente |
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| Escrito por João Fernandes | |||||||
| 19-Set-2007 | |||||||
Página 1 de 5 É permitido sonhar
Todas as pesquisas realizadas no país, e particularmente no Rio de Janeiro, nos fazem acreditar que a necessidade de compra da casa própria é muito superior à capacidade da indústria da construção atender de modo adequado aos anseios e necessidades da população; especialmente das classes C e D, que pela primeira vez em décadas vêem a chance da realização do sonho da casa própria. Vários indicadores nos mostram que a necessidade de crescimento do setor nos próximos 5 anos é cerca de 25% ao ano. Se os dados de hoje mostram que a dificuldade de crescimento se deve à falta de mão de obra especializada, como pensar em crescer de forma sustentável e com produtos de qualidade, sem formar simultaneamente e na mesma proporção das necessidades, arquitetos, engenheiros, mestres, encarregados, carpinteiros, pedreiros e pintores? Podemos pensar em industrialização, em treinamento de operários, em usar equipamentos sofisticados, etc.; de todos os modos, as dificuldades serão grandes e as oportunidades serão ainda maiores. Cabe aos empresários e seus gestores encontrarem maneiras adequadas de crescimento, utilizando-se das melhores práticas de gestão. Para os menos crédulos de que a atividade da construção civil no Brasil ainda é insipiente, lembro que os investimentos em habitação representam 3% do PIB e que se aumentarem 25% ao ano, ao final de cinco anos os investimentos sobre o PIB, representariam 7,5%, bem abaixo dos 9% do Chile ou dos 14% do México (valores de 2008). O sonho não tem que ser para quem constrói, mas para quem foi privado durante muitos anos de moradia digna.
João Fernandes
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| Atualizado em ( 09-Dez-2009 ) | |||||||
Editorial 

Com crise ou sem crise, a construção civil só precisa de regras, juros baixos e longos prazos de financiamento.